Após 25 anos de negociações intermitentes, a União Europeia e o Mercosul firmaram oficialmente o Acordo de Livre Comércio UE-Mercosul em cerimônia realizada em Bruxelas na última quarta-feira. O tratado, que entra em vigor gradualmente ao longo de 10 anos, eliminará tarifas sobre mais de 90% dos produtos comercializados entre os dois blocos.
O acordo cria a maior zona de livre comércio do planeta, com 780 milhões de consumidores, representando mais de US$ 1 trilhão em comércio bilateral anual. Para o Brasil, a expectativa é de aumento de 18% nas exportações para a Europa nos próximos cinco anos.
Os setores mais beneficiados no Brasil serão agropecuária, calçados, têxteis e aviação. A Embraer, em particular, celebrou o fim de tarifas que encareciam a venda de aeronaves brasileiras na Europa.
'Este é o maior acordo comercial da história do Brasil. Abre portas que estavam fechadas por décadas', afirmou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em Bruxelas.
Críticos ambientalistas, porém, alertaram que o acordo inclui cláusulas insuficientes sobre desmatamento e proteção da Amazônia. O governo brasileiro comprometeu-se a atingir desmatamento zero na Amazônia até 2030 como condição para a vigência plena do tratado.
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