O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu nesta segunda-feira (24) prisão domiciliar de 90 dias ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, levando em consideração o estado de saúde do político, que tem enfrentado sérios problemas desde as cirurgias realizadas nos últimos meses.
A decisão foi tomada após uma reunião realizada entre Michelle Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes no STF. Segundo fontes próximas ao caso, Michelle apresentou laudos médicos atualizados que atestam a fragilidade da saúde do ex-presidente, convencendo o magistrado de que o cumprimento de prisão em regime fechado poderia colocar em risco a vida de Bolsonaro.
Bolsonaro passou por diversas complicações de saúde nos últimos meses, incluindo problemas intestinais decorrentes da facada sofrida em 2018 durante a campanha presidencial. Sua equipe médica recomendou repouso e acompanhamento contínuo, condições incompatíveis com o ambiente de uma prisão convencional.
A prisão domiciliar terá duração de 90 dias, podendo ser reavaliada ao término do prazo com base na evolução do quadro clínico do ex-presidente. Durante esse período, Bolsonaro ficará em sua residência, com monitoramento eletrônico e restrição de saídas, exceto para tratamentos médicos devidamente autorizados.
A defesa de Bolsonaro comemorou a decisão, afirmando que ela representa um ato de humanidade e respeito ao estado de saúde de seu cliente. Já aliados do governo federal criticaram a medida, questionando se o benefício estaria sendo concedido em igualdade de condições com outros réus em situação similar.
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